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Agricultores e exportadores de MT pagaram frete 25% mais caro para escoar produção em 2020

  • Foto do escritor: JLNoticias
    JLNoticias
  • 31 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

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Os agricultores e exportadores mato-grossenses estão pagando mais caro para escoar a produção. Segundo boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços do frete em fevereiro de 2021 subiram, em média, até 25%, se comparado com os valores praticados no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (29).


De acordo com o Conab, a menor alta é para os produtos que seguem para o porto de Santos. Apesar de ser possível encontrar elevação chegando a 26%, a depender da rota, o transporte para o principal porto do país registra um aumento de 11% na média. Agora, se o escoamento for realizado por Paranaguá ou Arco Norte, as cotações ficam 19% e 20% mais elevadas, respectivamente. O índice é abaixo do roteiro com destino da produção pelo Alto Araguaia, no próprio estado, onde foi registrada a maior variação entre os anos.

Já a diferença entre os preços praticados entre os dois primeiros meses deste ano é ainda mais expressiva.

Neste caso, a maior variação é encontrada nos produtos que saem de Sorriso e seguem para Miritituba, no Pará. Se em janeiro o preço pago por tonelada removida era de R$ 160, em fevereiro passou para R$ 230, uma elevação de 44%. De acordo com a análise da Conab, essa situação é resultado da junção de diversos fatores, como a intensificação da colheita da soja, o aumento de preços do combustível, e ainda alguns congestionamentos em rotas importantes.

A companhia explica que com o volume significativo de chuvas registrado em Mato Grosso, surgiram gargalos logísticos em alguns corredores. Nestes locais, com um fluxo muito elevado de caminhões, há relatos de problemas de descarga, com filas em pontos de transbordo como decorrência também da concentração do grande volume a ser escoado em um curto espaço de tempo.

Essas filas e a morosidade na descarga em terminais exercem efeito de enxugamento da oferta de transporte, à medida que caminhões ficam parados, portanto, indisponíveis para realização de novas viagens, o que inflaciona os preços.


Direto da redação do JL Notícias

 
 
 

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