Investigação contra tenente dos bombeiros acusada de torturar e matar aluno em MT é prorrogada
- 14 de fev. de 2019
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Izadora Ledur de Souza Dechamps só será ouvida sobre o caso em abril, mais de dois anos após a morte do aluno, registrada em novembro de 2016. Investigação será prorrogada por 20 dias.

A investigação contra a tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada de torturar e matar um aluno durante um curso prático da instituição, foi prorrogada por mais 20 dias. A determinação foi assinada pelo governador Mauro Mendes (DEM) e consta no Diário Oficial do Estado (DOE), que circulou na quarta-feira (13).
A reportagem tenta contato com a defesa de Ledur.
No despacho, o governo determina a prorrogação a contar a partir do dia 4 de fevereiro dos trabalhos do Conselho de Justificação, que julga a tenente.
Dois anos após a morte do aluno, Ledur ainda deve ser ouvida na Justiça. O depoimento dela está marcado para o dia 16 de abril na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar.

Durante esse período, ela apresentou diversos atestados médicos, adiando a audiência por algumas vezes e ficou afastada do trabalho desde que o caso, alegando problemas de saúde.
Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, morreu em novembro de 2016 depois de passar mal durante um treinamento aquático dos bombeiros. A atividade era coordenada pela tenente, que era a instrutora do curso.
Ledur também responde criminalmente pela morte do aluno e foi monitorada por tornozeleira eletrônica por três meses.
Em outubro de 2017, ela conseguiu na Justiça o direito de suspender o monitoramento eletrônico, com a retirada do equipamento.
Além dela, outros cinco militares dos bombeiros foram denunciados.

Morte após treinamento
Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios.
“Os métodos abusivos praticados pela instrutora consistiram tanto de natureza física, por meio de caldos com afogamento, como de natureza mental utilizando ameaças de desligamento do curso ”, como consta na denúncia.
Ainda segundo o órgão, depoimentos durante a investigação apontam que ele foi submetido a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude, segundo o MPE, teria sido a forma utilizada pela tenente para punir o aluno pelo mal desempenho.
JL Notícias
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